quinta-feira, janeiro 18, 2007

E para que lhe pagam? (DMS)

A procuradora-adjunta Maria José Morgado decidiu ontem atacar os defensores da vida, da mulher e, claro, da família. Palavras como, "há clínicas de aborto que são 'slot machines' de ganhar dinheiro","a corrupção, a venalidade e crimes de enriquecimento ilícito" salienta aquilo que os portugueses acham da justiça em Portugal. Até os mais altos responsáveis têm conhecimento dos crimes e nada fazem, ou actuam conforme lhes convém.
Dra Morgado, para que é que os contribuintes lhe pagam? Não é para que se cumpra a lei? Está à espera de quê? Se faz denúncias é porque tem conhecimento dessas clínicas! Se tem conhecimento porque não actua? Se propala é porque tem provas, parto desse pressuposto, sendo uma magistrada tão conceituada...E, certamente, não iria proferir-las se assim não fosse. Essas denúncias são gravíssimas e tenho pena que a justiça em Portugal, uma vez mais, dê um mau exemplo.
Quanto às afirmações acerca da lei: "A norma perdeu a força. Mantê-la no Código Penal, para lá de ser uma hipocrisia, pode ser uma porta aberta para excessos totalitários" e, que, todos aqueles que procuram encontrar semelhanças entre o crime de homicídio e o aborto é «má-fé», com o argumento de que distinção entre ambos na lei portuguesa «não existe por acaso», tenho a dizer o seguinte: uma magistrada como a dra Morgado deveria saber que hoje, o princípio da não discriminação deve ser reconhecido no âmbito das diversas idades e condições de uma mesma existência humana nomeadamente, desde a sua concepção até à sua morte. É preciso, então, afirmar em linguagem jurídica que todos os homens são sempre iguais no seu misterioso valor e que não pode haver nenhum ser pertencente à espécie biológica humana que não seja por isso mesmo um homem e, portanto, um sujeito. Tratando-se, assim, de um sujeito qualquer crime que atente contra um jovem é, simultaneamente, um crime contra um feto. Portanto, podemos utilizar o conceito de homicídio.

Uma última nota para os apoiantes do Sim: Estou farto de, como cidadão e apoiante do NÃO, ser tratado com o adjectivo hipócrita. Inúmeras intervenções de defensores do Sim têm apelidado a actual lei, e portanto quem a apoia, de hipócrita. Apelo à elevação do debate, sem essas baixezas e, acima de tudo, com maturidade, sem demagogias.

Aah, e já ia esquecendo! Dra Morgado, espero que não actue assim também no caso "Apito Dourado".

2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Excelente post! Críticas fundamentadas sem insultar como fazem alguns revolucionários.

Filipa Machado

12:28 da tarde  
Blogger Diogo Mendes Silva said...

Ainda a propósito deste tema, Paulo Portas criticou a participação de Maria José Morgado em conferência sobre o aborto promovida pelo PS. Este diz: "A minha pergunta, dirigida ao procurador-geral da república, é saber se foi ou não cumprido o estatuto dos magistrados do Ministério Público, quando uma magistrada participa numa actividade promovida por um partido, a cerca de três semanas do referendo". "O estatuto do Ministério Público diz, no seu artigo 1º, que o Ministério Público representa o Estado, defende a legalidade e participa na execução da política criminal do Estado".

É preciso mais vozes assim.

Para ler a notícia:

http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1282938

5:36 da tarde  

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